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Ultimamente você deve ter escutado esta palavra: chai. Esta bebida quente, picante e saborosa combina bem com o clima curitibano. Porém se você ainda não bebeu, não tente imaginar com base no seu conceito tradicional de chá. Para mim estas infusões tradicionais de ervas entram no cardápio apenas quando estou doente. Chai é uma coisa completamente diferente, que está se infiltrando na cozinha brasileira. Para conhecer tem que provar mesmo, fazendo a receita abaixo ou indo visitar alguma das centenas de escolas do Método DeRose ao redor do globo.
Ingredientes
- Água – ½ litro
- Leite – ½ litro
- Cardamomo – 5 sementes
- Canela em pau – 2 unidades
- Açúcar – 6 colheres de sopa
- Chá preto – 3 colheres de sopa
- Gengibre ralado – ½ copo
Preparo
Ferva a água e adicione o gengibre, o cardamomo e a canela. Acrescente o leite, o açúcar e ferva novamente. Deslige o fogo e coloque o chá preto para infusão por cerca de 3 minutos. Por último, coe sirva bem quente.
As quantidades dos ingredientes podem ser alteradas, para dar aquela particularidade especial ao seu chai.
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Etiquetado: índia, bebidas, cardamomo, chai, chá, gengibre, picante
Na sexta-feira preparei esta deliciosa iguaria paranaense, embebida num molho saboroso o qual chamamos strogonoff. A primeira coisa interessante que descobri foi que existe um aparato especialmente desenvolvido para descascar pinhão. A segunda coisa interessante que descobri foi que o pinhão é uma iguaria encontrada em poucos lugares. Existem vários tipos de pinhão mas este Pinhão-do-Paraná, ingrediente principal do referido molho chamado strogonoff o qual supostamente vou escrever a receita em instantes, este delicioso pinhão, é quase que exclusividade do sul do Brasil, principalmente do Paraná e de Santa Catarina. Isso demonstra o privilégio daqueles que puderam degustar o prato! hehe
E por último descobri que o nome da minha cidade natal e atual morada tem tudo a ver com pinhão. “Curi” significa pinheiro, e “tiba” abundância. Curitiba é a terra que tem abundância de pinheiros e, conseqüentemente, de pinhões.
Vamos à receita. A idéia original de colocar pinhão no strogonoff veio da Julia, mas não segui a receita dela. Tive com certeza muitas influências do famoso Strogonoff DeRose, e outras loucuras que foram surgindo na hora.
Ingredientes
- Pinhão
- Molho de tomate (por que não faz seu próprio molho de tomate?)
- Cebola (cortada em rodelas, ou pedaços grandes)
- Queijo mussarela
- Iogurte de côco
- Creme de leite
- Pimenta fresca
- Cardamomo
- Chimchurri
- Noz moscada
- Outros temperos a gosto
Preparo
A primeira coisa a fazer é cozinhar os pinhões. É muito mais rápido fazer isso numa panela de pressão, só lembre-se de não encher demais essas panelas. Prefiro sempre preenche-las até a metade, para não correr nenhum risco.
Enquanto o pinhão cozinha, frite bem a cebola com um pouco de azeite. Em seguida adicione o molho de tomate, a pimenta fresca picadinha e um pouco de água se estiver muito grosso. Os pinhões já devem estar bem cozidos, descasque-os e corte-os em duas ou três partes. Misture com o molho já fervente, adicionando também o queijo cortado em cubinhos. Com o queijo bem derretido baixe o fogo, adicione os temperos e logo após o iogurte e o creme de leite.
Retire do fogo sem deixar ferver e sirva com batata palha, arroz ou o que mais lhe apetecer. Se preparado na véspera fica também muito gostoso. Pode modificar a vontade, escolhendo as quantidades de acordo com seus gostos, e adicionando um toque todo particular com seus temperos prediletos. Bom apetite!
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Em uma sexta-feira de cada mês temos na Unidade Alto da XV uma prática avançada, somente acessível a praticantes que estiverem pelo menos no grau de Yôgin. Nesta sexta a prática foi mais especial, pois tinhamos apenas instrutores. Depois de praticar nada melhor do que uma já tradicional sopa, que aliada ao friozinho do inverno curitibano fica ainda mais saborosa. Fiz um creme de batatas (que para mim não deixa de ser uma sopa) bem grosso, temperado e gostoso.

Aproveite enquanto o inverno não vai embora e experimente esta receita:
Ingredientes
- Batata
- Batata Salsa
- Cenoura
- Salsinha
- Cebola
- Temperos (noz moscada, curry, orégano, zatar, etc)
As quantidades não são tão importantes aqui, você pode escolher ao seu gosto. No entanto deve-se ter mais batatas normais do que batatas salsa e cenouras. Capriche nos temperos, e experimente não colocar sal, para sentir melhor o sabor dos outros ingredientes.
Preparo
Descasque as batatas salsa, as cenouras, e corte-as em rodelas grossas. Coloque para cozinhar em água filtrada, já adicionando temperos nesta água. Em outra panela cozinhe as batatas descascadas, que podem ser cortadas em pedaços menores para cozinhar mais rápido. Quando estiverem bem macias desligue o fogo e deixe esfriar um pouco. Enquanto isso pode fritar bem as cebolas, até ficarem levemente douradas. Bata as batatas no liquidificador com a salsinha, usando as águas do cozimento dos legumes. Quando encontrar a consistência ideal, adicione a cebola, a batata salsa, a cenoura, e mais temperos se achar necessário.
Como sempre modificações e invenções são bem vindas, depois me conte se deu certo!
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Ontem inventei um molho interessante, e como eu sou um cara bonzinho vou compartilhar a receita aqui com vocês. A base de tudo é um molho branco que eu faço, fácil de fazer, simples e gostoso. Este molho é basicamente manteiga, farinha e leite. Nada de maizena, nem queijos, nem ovos. Por alguma razão eu implico fortemente com maizena.
De uns tempos para cá comecei a misturar este molho branco com outras cositas, fazer testes, e às vezes saem algumas gostosuras como esta. Bem, chega de enrolação, vamos à receita:
Ingredientes
- 2 cebolas
- 2 col. de manteiga
- azeitonas
- 2 col. de farinha de trigo
- leite
- 3 tomates picados
- 3 cenouras raladas
- páprika picante
- orégano fresco
- 1 copo de iogurte
Preparo
Frite a cebola picada na manteiga, até dourar. Adicione as azeitonas e a farinha, até formar um angu. Em seguida vá derramando o leite aos poucos e mexendo bem, para não empelotar. Coloque leite até que fique com a consistência cremosa, não muito grossa. Adicione os tomates e a cenoura, mexendo sempre. Tempere com páprika, orégano e outros condimentos de sua preferência. Por último adicione o iogurte e sirva em seguida, sobre o penne al dente.
Também deve ficar ótimo com ervas de provence, manjericão e tomilho fresco, palmito, cogumelo paris, alcachofras, aspargos, etc. Experimente, e depois diga o que achou da receita.
Bon appétit!
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No domingo estava sem idéias para o almoço quando encontrei um vidro de palmito no armário. “Ora, vou fazer uma torta de palmito”. Achei algumas receitas, misturei tudo, adicionei um toque pessoal e saiu uma torta muito gostosa. Me empolguei, e na segunda-feira decidi fazer um Fest-Tortas… hehe. Repeti a torta de palmito, e ainda fiz mais uma torta de alho poró (que por sinal nem provei), e mais duas de espinafre. Sempre ficava com preguiça de fazer essas coisas de forno por causa do trabalho que dá, e do tempo que demora para assar, pois assim tenho que me programar para cozinhar mais cedo. Mas até que não deu tanto trabalho, e o resultado valeu a pena: “deu uma felicidade..” (Zu)

Massa (podre) para torta
- 3 xícaras de farinha
- 1 xícara e mais um pouco de manteiga
- um pouco de água gelada até dar o ponto
Antes de preparar deixe a manteiga um tempo fora da geladeira para que ela não esteja muito dura. Ou então coloque-a alguns segundinhos no microondas. Misture a manteiga com a farinha, desfazendo os ‘blocos’ de manteiga. Depois vá colocando água gelada (bem pouco, aos poucos!) e misturando até que a massa fique homogênea. Despois é só abrir, colocar numa forma (untada) para torta, e deixar bem bonitinho para o recheio (que já deve estar pronto a essa hora).
Recheios
Vou dar apenas algumas sugestões, mas você pode encontrar milhares de idéias internet afora.
- Cebola, tomate, palmito, pimenta fresca e creme de leite;
- Alho poró, tomate, ricota e curry;
- Tomate, cebola, azeitona, majericão e orégano (frescos);
- Cogumelos frescos, cebola, manteiga e requeijão.
Aí é só colocar sobre a massa, deixar no forno médio de 20 a 30 min, e saborear o resultado.
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Etiquetado: alho-poró, almoço, festival, massa, palmito, torta salgada, vegetariano
Na última sexta feira fui pego desprevenido para fazer mais um gourmet vegetariano na Unidade Alto da XV. Encarei o desafio, e o resultado aparentemente agradou a todos. Este é um prato bem típico da culinária indiana e mesmo só tendo comido o que eu mesmo preparei, é um dos meus prediletos (talvez por isso mesmo.. hehe). Para quem se interessar, aí vai a receita. É um pouco trabalhosa, mas com certeza vai ficar gostosa.
Ingredientes dos koftas (almôndegas)
- 350g de ricota
- 50g queijo mussarela ralado
- 3 colheres de sopa de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de coentro fresco picado (ou mais)
- pimenta fresca picada, a gosto
Ingredientes para o molho
- 5 dentes de alho
- 100g de coco ralado (se encontrar coco fresco fica melhor ainda!)
- 1 pimenta vermelha fresca
- 2 pimentas cambuci frescas
- 1 colher de sopa de coentro em semente
- 1 colher de sopa de cominho em semente
- 2 colheres de sopa de mostarda em semente
- 1 pedaço não muito grande de gengibre
- coentro fresco picado, a gosto
- uma lata de molho de tomate, ou quantidade equivalente preparada em casa com muito mais sabor
- 4 colheres de sopa de manteiga
Modo de preparo
Primeiramente prepare os koftas. Amasse bem a ricota para que ela fique separada em pequenos grãos. Em seguida misture todos os outros ingredientes e forme os bolinhos aproximadamente do tamanho de uma nóz. Depois leve ao forno médio para assar durante alguns minutos, até eles ficarem levemente corados.
Enquanto isso, prepare o molho. Bata no liquidificador todos os ingredientes com exceção do molho de tomate e da manteiga. Vá colocando água aos poucos, o suficiente para que o liquidificador consiga fazer seu trabalho. Depois esquente bem a manteiga e refogue o conteúdo batido anteriormente. Mexa bem durante alguns minutos e depois adicione o molho de tomate. Deixe o molho ferver durante alguns minutos, depois misture com os bolinhos e sirva!
Esta é uma receita lacto-vegetariana, e foi baseada em outra constante no livro Guia de Alimentação e Culinária Vegetariana, da Rô de Castro. Agora eu vou é cozinhar, que ficar escrevendo aqui me deu fome.
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Etiquetado: almôndegas, culinária indiana, gourmet, lacto-vegetariano, malai kofta, pimenta, queijo, vegetariano
Na última quarta-feira o prato principal foi um saboroso quibe de abóbora. Aprendi a fazer este quibe com uma pessoa muito especial, e que entre outras coisas cozinhava muito bem. Para aqueles que pediram mais, para aqueles que não puderam comparecer e para que nem sabia de nada aí vai a receita:
Ingredientes
- 300g de trigo para quibe
- 1 kabotiá (abóbora japonesa) de tamanho médio
- 2 cebolas picadas
- 1 limão
- hortelã (aquela com as folhas maiores)
- queijo provolone a gosto
- tempero árabe para quibe (em lojas especializadas)

Preparo
Primeiramente hidrate o trigo, colocando-o numa bacia e adicionando água morna aos poucos. À medida que o trigo for absorvendo a água coloque mais, mas sempre cuidando para não encharcar. Enquanto isso coloque o kabotiá cortado em cubinhos para cozinhar com a casca mesmo (lave bem com sabão e uma escovinha), só retirando as sementes. Frite um pouco a cebola em bastante azeite extra-virgem. Quando estiver tudo pronto misture o kabotiá, o trigo, a cebola, o tempero e a hortelã levemente cortada e macerada. Misture o queijo cortado em cubinhos e coloque numa assadeira. Esprema o limão por cima de tudo e leve ao forno. Controle o tempo no forno de acordo com a consistência que quer dar ao seu quibe. Costumo deixar em torno de 20min.
E está pronto, muito rápido! Depois de servido gosto de colocar mais limão e molho pimentine.
Detalhe importante: este quibe não tem nenhum tipo de carne, pois como todos sabem os quibes não necessariamente contém este funesto ingrediente.
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Etiquetado: alimentação, árabe, gourmet, vegetariano

Tive a honra de cozinhar no primeiro Gourmet Vegetariano de 2009, na Unidade Alto da XV. Optei por crepes depois de algumas sugestões despretensiosas de alguns amigos*, recheados com cogumelos. Peguei uma receita um pouco diferente das usuais, pois não usa leite e sim água com gás. Além disso na massa vai farinha de trigo sarraceno, por isso deste nome. Nunca tinha ouvido falar desta variedade de trigo, que na realidade só é semelhante ao trigo, mas tem muitas diferenças. A principal é que o trigo sarraceno não contém glútem, portanto é ideal para aqueles que tem sensibilidade a esta substância. Vamos à receita:
Massa
- 2 ovos
- 3 col.de sopa de farinha de trigo sarraceno
- 1 col. de sopa de farinha de trigo
- 1 copo de água com gás
- folhas de hortelã picadas
Misture a farinha, os ovos e vá adicionando água até que atinja um ponto ideal (mais grossa que um suco, porém mais líquida que mel). Por último adicione a hortelã, e então deixe descansar por pelo menos 20 min. Enquanto espera prepare o…
Recheio
- 1 abobrinha pequena
- 400g de cogumelos (por exemplo: 200g de shimeji, e 200g de paris)
- alho
- tomilho
- manteiga
- sal
Corte a abobrinha em fatias finas. Numa panela frite o alho na manteiga, e em seguida coloque os cogumelos. Quando estes estiverem amolecidos adicione também a abobrinha. Adicione o tomilho e o sal quando quiser. Se desejar você pode ainda adicionar algum tipo de queijo..
Quando estiver bom, deixe esfriar um pouco e comece a fritar os crepes. Pode-se usar manteiga ou azeite de oliva. Use crepeiras ou panquequeiras, que são específicas para isso e facilitam muito o trabalho. Se a massa estiver no ponto certo você não irá precisar nem de espátula. O ideal é que logo depois de fritar, o crepe seja recheado e servido. Mas pode-se rechear tudo e depois colocar por alguns minutos no forno. Sirva dobrado uma ou duas vezes ao meio.
Bon Appétit!
*apesar da ambiguidade, recomendo que não recheiem seus amigos com cogumelos!
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Etiquetado: cogumelos, Crepe, gastronomia, vegetariano
Nesta quinta o cardápio foi baseado nos tradicionais ensinamentos da minha oma (palavra holandesa para vó). São pratos extremamente simples, que para mim tem um agradável gosto familiar. Acho que é o que eu chamaria de comida caseira (já perceberam que restaurantes de comida caseira são normalmente o que também conhecemos por comida mineira?). Vou dar uma receita resumida de cada prato, assim cada um pode dar seu toque especial e fazer as tão divertidas experimentações culinárias.

Purê de Batatas
Cozinhe batatas e cenouras até ficarem bem macias para amassar. Amasse bem até ficar homogêneo, depois coloque um pouco de manteiga, e também um pouco de leite (se colocar muito ficará mole demais). Tempere com sal, e alho ou cebola se quiser. No lugar da cenoura o espinafre também vai muito bem.
Couve-flor ao molho branco
Cozinhe a couve-flor, de preferência no vapor. Se cozinhar demais fica muito mole e eu particularmente não gosto. Se for cozinhar em água, coloque alguns temperos para adicionar sabor, como alho, gengibre, pimentas, etc. Numa panela separada prepare um molho branco tradicional, com manteiga, farinha e leite. NÃO use amido de milho. Tempere com noz moscada e outros temperos a gosto. Sirva despejando o molho sobre a couve flor.
Appelmoes / Apfelmus
Trata-se de uma espécie de purê de maçã, adocicado, costumeiramente servido junto com a comida salgada. Ontem várias pessoas classificaram o Appelmoes como uma sobremesa, mas se gostaram quem sou eu para questionar! Pique algumas maçãs e refogue na panela com um pouquinho de água, um pouco de açúcar, e sal só se quiser. Deixe algum tempo, até as maçãs mudarem de cor e ficarem macias. Depois triture com um processador, ou simplesmente amasse com o garfo.
E pronto! Simples não? Experimente, não dói nada.
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Etiquetado: apfelmus, batatas, couve-flor, holanda, purê
Antes de virar vegetariano, cerca de três anos atrás, meu interesse por culinária e alimentação era nulo. Mal sabia preparar um miojo, o que na época fazia pouca diferença já que engolia tudo sem saborear, sem mastigar, literalmente sem saber o que estava comendo (ainda hoje, se me distraio, engulo toda a comida e nem percebo..) Um belo dia, por mero acaso fui convidado a aprender a fazer sushi num restaurante japonês em Londrina. Foi a minha iniciação dentro de uma cozinha, era divertida afinal a arte de transformar coisas em comida. Pouco tempo depois optei por retirar os animais do meu cardápio, e aí sim começou uma verdadeira transformação nos meus hábitos alimentares. Fui obrigado a pensar sobre os alimentos, a selecionar, a sentir mais o gosto, os temperos, pesquisar, etc.

No final das contas a mudança mais radical e benéfica não foi o fato de eu parar de comer carnes, mas começar a ter mais consciência dos ingredientes que compunham meu prato, e da importância que isto tem na minha vida. Me fascina o fato de os átomos e moléculas do alimento que ingerimos tornar-se-ão em pouco tempo integrantes do nosso corpo. Sabendo disso não dá simplesmente para comer qualquer coisa. Venho desde então gostando cada vez mais de cozinhar, e hoje este serviço se tornou um agradável hobby que me dá muito prazer.
Há pouco tempo me comprometi a cozinhar para amigos todas as quintas-feiras. Tenho aprendido muito, e até arrancado alguns elogios. Toda esta enrolação foi para passar a receita da farofa que fiz hoje:
Farofa de Maçã
4 col. de sopa de manteiga
1 cebola
várias azeitonas picadas
várias cenouras raladas
3 xic. de germen de trigo torrado
2 maças
temperos a vontade
Fritar um pouco a cebola picadinha na mateiga, em seguida colocar a cenoura e as azeitonas. Refogar por um tempo, depois colocar o germen de trigo e os temperos. deixar até dar uma torradinha (sem parar de mexer), então colocar as maças picadas. misturar bem, desligar o fogo, tampar a panela e deixar descansar por alguns minutos.
Variações são altamente permitidas, e relatos de experiências são muito bem-vindos. Esta receita é baseada em outra semelhante do livro Guia de Alimentação e Culinária Vegetariana, um dos melhores livros sobre o assunto que conheço. Bom apetite!
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