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Muitas vezes estamos tão presos na rotina, nos costumes, que não nos abrimos para novas idéias. Leia novamente o título e certifique-se que você entendeu. Então considere mentalmente esta possibilidade, visualizando todos os benefícios que isto traria. Só então pense um pouco nas desvantagens, nas coisas que impedem isso de se realizar. Agora ponha na balança, e veja para que lado pendeu.

Atualmente sou professor e normalmente vou dar aulas de bicicleta. Alguns dos pontos positivos desta escolha estão listados abaixo:
- Mobilidade maior do que qualquer outro veículo dentro da cidade;
- Atividade física saudável, usando de forma inteligente o tempo de locomoção;
- Redução da emissão de gases poluentes da atmosfera;
- Diminuição da poluição sonora;
- Custos baixíssimos;
- Facilidade de estacionamento;
- Nivel de estresse reduzido;
- Coerência com meus princípios.
É claro que existem também os pontos negativos:
- Desrespeito por parte dos motoristas;
- Risco de furto da bicicleta;
- Fatores climáticos (chuva, sol forte);
- Poucas ciclovias e ciclofaixas.
Os pontos negativos consigo quase sempre driblar com criatividade e cautela. Desta forma minha escolha não poderia ser outra. E é interessante observar que se mais pessoas optarem pela bicicleta como meio de transporte, a tendência é que os pontos negativos e os positivos aumentem ainda mais. No caso dos carros o efeito é inverso, pois quanto mais carros, pior para os carros, pior para bicicletas e pedestres.
Pense nisso!
*Leia este texto relacionado do pessoal do Transporte Ativo.
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Etiquetado: carros, estresse, mobilidade, rotina, trabalho, Transporte, trânsito

Já faz algum tempo que a preocupação com o meio ambiente vem ganhando destaque na mídia, e no pensamento das pessoas. Para mim isso significa que está prestes a ocorrer uma quebra de paradigma. Estamos superando (começando a) aquela visão que colocava nossa espécie numa posição de dominadores e controladores da natureza. Porém é muito comum que, ainda ofuscados pelo paradigma anterior, caiamos num novo paradigma com as mesmas limitações anteriores.
Explico. Toda a atual preocupação com poluição, desmatamento, lixo, erosão, água, etc., faz com que as pessoas comecem a se posicionar de forma a defender a natureza, as florestas, os animais, o planeta. ‘Salve o planeta’ dizem! Não é recair no mesmo erro achar que podemos consertar alguma coisa, achar que sabemos salvar o planeta? Continuamos tentando controlar, este é o paradigma! A Terra não precisa ser salva, está muito bem sozinha. Ela já está aqui a mais de 4 bilhões de anos e nós, recém nascidos, achamos que sabemos alguma coisa sobre ela. Se sente muitas modificações ela reage com terremotos, vulcões, tempestades, secas, ondas gigantes, etc.
Nesta história temos que nos preocupar é com nós mesmos, o ser humano é que precisa ser salvo, não sabemos nos cuidar. Nós é que estamos cada vez mais doentes, e ainda continuamos encontrando, criando e inventando mais e mais doenças. Temos que deixar de ser tão arrogantes, achar que somos tão importantes, e olhar para nós mesmos. Como somos ridículos, poeira de poeira cósmica. E olhar para nossas relações com o ambiente, e perceber que não estamos matando o planeta, ou as florestas. Estamos nos matando.
Temos uma incrível capacidade de adaptar as coisas à nossa maneira. Adaptemos então nós mesmos à maneira da natureza. Para mim é isso.
*inspirado por George Carlin
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