Lapidatio

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Entre carnes e bananas.

29 Agosto 2009 · 3 Comentários

banana

É muito normal que as pessoas não compreendam o motivo pelo qual optei não comer carnes, de nenhum tipo, cor, ou cheiro. Acham que faço um esforço enorme, me segurando para não comer. Isso não é verdade, foi uma coisa muito natural, sem violência, e hoje após mais de 3 anos sem comer, não sinto a mínima falta, muito pelo contrário. Mas se você está curioso para saber por que eu parei de comer pedaços de animais, vou contar uma história fictícia:

Imagine que você começe a conviver com um grupo de pessoas, e nesse grupo ninguém come banana. Você fica muito curioso com o fato de eles não comerem bananas, pois elas estão em todo o lugar, e mesmo assim ninguém come. E começa a perguntar a todos o por quê de ninguém comer banana, e não lhe dão uma explicação convincente, só dizem que não comem porque não querem comer, optaram por isso. Você não entende mesmo, acha quase um absurdo, e tenta explicar para as pessoas que não há problema algum em comer esta fruta. Mas ninguém te ouve. Então você resolve testar, fica sem comer banana durante um mês. Seu paladar fica mais aguçado, seu intestino funciona melhor, e parece que você está até um pouco mais disposto que antes. Ora, assim sendo você percebe que a banana nem era tão necessária assim, e opta por não comer mais.

Certo dia um velho amigo te convida para jantar, e faz um belo assado de banana. Você explica que não come banana e pronto, ele vai se desculpar pela gafe, vai oferecer outra coisa e o problema está resolvido. Ele não vai ficar tentando te convencer de que você tem que comer banana, não vai ficar discursando sobre as proteínas da banana e de como elas são importantes. Ele não vai te oferecer uma torta com banana picadinha fingindo que não tem nada. Não vai te empurrar coisas com banana dizendo que é maçã, ou abacaxi. Não vai dizer que você é um chato por não comer banana, e que todas as pessoas que não comem banana são chatas. Não vai falar: “mas nem banana-branca você come? Mas banana-branca é diferente, nem dá para dizer que é banana.” E assim por diante. Você será muito normal e feliz se não  comer bananas.

Agora leia novamente, substituindo a palavra banana por carne. Todo o primeiro parágrafo é válido, e foi mais ou menos assim que ocorreu comigo. Eu não deixaria de comer bananas, é uma coisa de que gosto muito, mas com carnes não tive nenhum problema, parei de comer, gostei da experiência e julguei que aquilo era o melhor para mim.

Entretanto parar de comer carnes não é como parar de comer berinjela, chocolate ou banana. Se você substituir banana por carne no segundo parágrafo isso normalmente não será verdade, a não ser que seu amigo seja muito refinado. É muito mais provável que ele fique te atormentando durante muito tempo, simplesmente porque as pessoas estão tão absortas no seu sistema alimentar que não conseguem aceitar que existem outras formas de alimentação.

Esta é a parte mais difícil, a parte social. Se você opta por não comer alguma coisa, espera que seus amigos e principalmente sua família respeitem esta escolha. Quando as pessoas não respeitam sua opção precisamos pelo menos fazê-las entender que, assim como ela tem a liberdade de comer carnes, eu tenho a minha de não comer, não preciso de motivos para isso, ela que trate de respeitar.

Agora cuidado para não virar um vegetariano chato, não reclame, não se isole, e jamais tente convencer alguém de que sua opção é melhor que a dele. Assim viva em paz e alimente-se como melhor lhe aprouver!

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Como eu vim parar aqui?

26 Agosto 2009 · 4 Comentários

relógios

Domingo, 3 horas da manhã, toca meu despertador. Hora de ir para a escola estudar. Logo se vê que não se trata de uma escola comum, e deve ser uma aula muito especial para me tirar da cama a esta hora, após poucas horas de sono. Será que mais alguém chegará a fazer tal loucura? Ao chegar na escola confirmo que não sou o único, mas que são muitos os que,  não sem algum esforço, abandonaram suas camas para fazer o mesmo. Mas ninguém está ali por obrigação, nem por fanatismo. Todos vieram por opção, muito bem dispostos e bem humorados, para fazer uma prática do Método DeRose.

No meio da prática, me surge uma questão incômoda: “como é que eu vim parar aqui, por que estou aqui fazendo algo que de fora parece tão absurdo? Quem se importa, estou feliz, estou aqui por opção própria então não preciso de explicações.” Foi o que pensei na hora, mas agora quero compartilhar um pouco do caminho que me levou a estar naquela sala, como instrutor e praticante desta filosofia.

Sempre fui um cara extremamente racional, procurando explicar tudo através da lógica, da razão, da observação. E em determinado momento da vida começaram a surgir aquelas questões existenciais, provavelmente naturais de todo ser humano: quem sou eu, o que devo fazer aqui, qual o sentido da minha vida? Algumas pessoas esquecem rapidamente estas questões, e continuam suas vidas sem se preocupar com elas, seguindo na direção dos ventos. Outras passam a vida buscando as respostas, através de religiões, estudos, acumulação de bens, viagens, etc. Eu com minha racionalidade segui num caminho intermediário. Defini que o sentido da minha vida seria o aprimoramento e a evolução constante, assim se esse não fosse realmente o propósito final provavelmente me levaria até ele.

O caminho escolhido era árduo, a idéia de evoluir é motivante, porém abstrata. Comecei buscando as disciplinas que mais me interessavam, lendo sobre os mais diversos assuntos, mas tudo isso sem muito empenho, os problemas diários que pareciam sem importância acabavam tomando a minha atenção, e o vento começava e me levar. Um dia descobri a ciência, através do fascinante livro Cosmos, de Carl Sagan, e decidi me dedicar à Física. Estudar as leis da natureza, o funcionamento do universo, isso parecia realmente importante. Mas algo ainda faltava. A abordagem acadêmica é limitada, não está interessada no indivíduo, e isso foi me desmotivando um pouco.

nata15Um dia, ouvindo falar sobre Yôga, e movido pela minha curiosidade, resolvi entrar numa simpática casa laranja da Universidade de Yôga, localizada na cidade de Londrina. Afinal eu tinha que descobrir o que era esse tal de Yôga.. uma moça alegre me mostrou a escola, falou um pouco sobre a filosofia, e ao final da conversa me presenteou com um pocket book, “Tudo sobre Yôga”. Qual não foi minha surpresa e alegria, quando ao ler aquele livro descobri que Yôga era uma filosofia que visava exatamente o aprimoramento pessoal, o auto-conhecimento, a ampliação da consciência. E este tipo de Yôga com que travei contato, SwáSthya Yôga, é de linhagem naturalista, não aceita misticismos, um Yôga técnico que se encaixava como uma luva ao meu propósito. No dia seguinte iniciei minhas práticas.

A história poderia ter acabado aí, melhorei tanto e em tantos aspectos desde então, que eu nem teria imaginado possível tamanho salto. Mas algo mais ainda me aguardava. Dedicar minha vida à evolução pessoal era interessante, mas parecia incompleto. Algum buraco ainda me incomodava lá no fundo, e demorei até descobrir qual era o elemento que faltava. Continuei me dedicando aos estudos desta tradição ancestral, ao mesmo tempo em que concluia meu curso de física. Fiz a formação profissional para me tornar instrutor de Yôga, como uma sequência natural. Trabalhando com isso poderia dedicar mais tempo ao que me interessava, e eu gostava muito daquilo afinal.

E foi só depois de me formar, durante um curso do prof. Ricardo Mallet, é que finalmente caiu a ficha. Não estou sozinho no mundo, de nada adiantaria me tornar a pessoa mais evoluida da face da Terra se todo o resto continuasse igual. O que nos faz pensar que o eu é mais importante que qualquer outra pessoa? De que vale um conhecimento guardado comigo? Morrera comigo e não servirá de nada. Compartilhar é fundamental, é a continuidade da evolução, é o que faltava ao meu propósito.

E são estes dois verbos que me inspiram, que movem montanhas através de mim, e que me fazem acordar 3 horas da manhã num domingo:

Yôgin

Evoluir e compartilhar.

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O que são OMAS?

1 Agosto 2009 · 2 Comentários

As omas são pessoas diferentes,
elas nascem na Holanda, mas não vivem lá para sempre.
Num belo dia entram num navio,
e duas semanas depois, desembarcam no Brasil.
Por lá deixam homens a suspirar,
os mais loucos vem logo para as terras além mar.

 

As omas são lindas e fortes,
enfrentam os desafios da terra nova sem nunca temer a morte.
Vão se adaptando e formando família,
por cá encontram morada e geram filhos e filhas.
Eles num instante atingem a maioridade,
e só então as omas podem ser omas de verdade.

 

 

As omas fazem muitas coisas,
só os netos sabem como elas são bondosas.
Fazem purê, torta, croquete,
bolo de limão, geléia, pudim e sorvete.
Cuidam do jardim, andam de bicicleta,
dizem que fazem amor, mas são bem discretas.

 

As omas têm seus segredos,
têm manias, têm defeitos, e têm lá seus medos.
Mentem a idade e maquiam o rosto,
só para não precisar entrar na fila do idoso.
Quando sentem dor, não contam pra ninguém,
só soltam um sorriso amarelo dizendo que está tudo bem.

 

As omas também fazem coisa errada,
vão ficando esquecidas e um pouco desastradas.
Pegam a comida do cachorro só para ver a novela,
mas o cãozinho não gosta e morde a mão dela.
Pedem rápido ajuda ao tio Cris,
mas depois caem, e ainda quebram o nariz.

 

No final elas ficam estranhas,
contam histórias sem sentido e não levantam mais da cama.
Queimam panelas, abrem torneiras,
caem da bicicleta e reclamam até da enfermeira.
Mas todos ainda amam essa mulher,
pois de todas as omas possíveis, essa é nossa melhor.

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Dia dos Namorados

12 Junho 2009 · 3 Comentários

namorados

(para a Rafa =)

Quando ela acorda sorrindo,

Tornando a manhã mais bela,

Sinto que viver é lindo.

Como é triste viver sem ela!

DeRose

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O advento do paralamas

7 Maio 2009 · 3 Comentários

Convenhamos, ela tem um belo paralamasNa semana passada descobri a América! Quem poderia imaginar uma peça tão útil como um paralamas para bicicleta. Bem, na verdade o paralamas é tão ou mais antigo que a própria bicicleta, mas ultimamente não tem feito tanto sucesso (não é só o Meireles que sabe fazer piadinhas anos 90’s hehe). É estranho que alguns acessórios tenham saído de moda, como o protetor de corrente, aquele banco grande e confortável, a ‘cestinha’, a buzina (triim-triim) e o próprio paralamas.

Percebo existiu uma tendência a deixar de ver a bicicleta como um veículo de transporte, e passar a vê-la como um aparato esportivo, relacionado a velocidade e/ou aventura. Com isso os tão úteis acessórios que já não combinavam mais com o estilo moderno entraram em desuso. Aparentemente algumas coisas estão voltando, de forma um pouco tímida, mas indicando um retorno às bicicletas funcionais para o ambiente urbano. Uma prova disso é que eu comprei um paralamas.

Se você mora em Curitiba, se você anda de bicicleta, aceite minha sugestão: use paralamas.

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Da disciplina à liberdade

2 Abril 2009 · 3 Comentários

Amyr Klink ao concluir a travessia do Atlântico

Estes dois conceitos podem parecer a princípio muito distantes, até mesmo antagônicos. Entretanto na minha cabeça os dois não só podem, mas devem caminhar juntos. Uma frase que muito me agrada, do Mestre DeRose diz assim:

“A liberdade é o nosso bem mais precioso.
No caso de ter que confrontá-la com a disciplina,
se esta violentar aquela, opte pela liberdade.”

Ótimo, agora imagine se você não tiver que confrontar sua disciplina com a liberdade. Se você conseguir usar a sua disciplina para obter ainda mais liberdade. Desta forma, sendo disciplinado você estará exercendo sua liberdade! Você sabe, ter liberdade não é andar de carro conversível em alta velocidade, não é pular de para-quedas, e muito menos você fazer o que quiser.

Liberdade para mim é você ter capacidade e lucidez para escolher entre aquilo que você quer fazer, e aquilo que precisa ser feito. (leia também este post do Marco)

E isto exige auto-estudo, determinação e disciplina. É muito mais fácil seguir a multidão, fingir que faz as próprias escolhas, deixar-se levar sem nenhuma disciplina, perdendo desta forma cada vez mais sua liberdade. Não é clara esta relação entre as duas? No entando para que esta relação seja harmônica é preciso que a disciplina seja encarada da forma certa. Não com repressão, mas sim como uma opção, uma escolha consciente e direcionada para seus objetivos.

Abaixo reproduzo um trecho do livro Cem dias entre o céu e o mar, de Amyr Klink. No grande feito do autor (ele atravessou o Oceano Atlântico remando) criaram-se metáforas que podem ser aplicadas de forma exata nas nossas vidas. Foi este pequeno texto que motivou o post:

“Ao se caminhar para um objetivo, sobretudo um grande e distante objetivo, as menores coisas se tornam fundamentais. Uma hora perdida é uma hora perdida, e quando não se tem um rumo definido é muito fácil perder horas, dias ou anos, sem se dar conta disso. O mínimo progresso que conseguisse fazer era importante, ainda que fosse de centímetros apenas. Com o tempo eu acumularia todos os progressos e os centímetros se transformariam em quilômetros. E percebi como é simples conseguir isso. Nada de sacrifícios extremos ou esforços impossíveis. Nada de grandes sofrimentos. Ao contrário, bastava apenas o simples, minúsculo e indolor esforço de decidir. E ir em frente. Então, tudo se tornava mais fácil. Os problemas encontravam solução…”

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Astêya

16 Março 2009 · 2 Comentários

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Astêya é a terceira norma ética dos Yôgins, o terceiro yama, que significa não roubar. Estima-se que Pátañjali tenha a citado pela primeira vez, no Yôga Sutra, no século III a.C. Cerca de 1000 anos antes, Moisés escrevia os 10 mandamentos de Deus, cujo sétimo dizia algo semelhante. Não quero relacionar uma coisa com outra, acho que não tem absolutamente nada a ver, mas é curioso que em épocas remotas como estas já se sentia a necessidade de criar códigos ou leis deste tipo. Significa simplesmente que as pessoas já roubavam. Talvez a moral vigente na época de Moisés e Pátañjali não condenasse o roubo, e como as coisas tomassem proporções preocupantes dentro da sociedade eles tentavam desta forma amenizar a situação.

Entretanto para os Yôgins, mais do que um código moral, isto fazia (e faz) parte de um conjunto de técnicas utilizadas como ferramentas de evolução e autoconhecimento. Pode parecer nos dias de hoje, devido à faixa cultural em que os praticantes de Yôga se encaixam, que esta norma não tem muita utilidade. Ao contrário, ela se aplica de muitas formas, dentro de vários contextos.

Um exemplo atual é a pirataria. A cópia de músicas, filmes, livros, programas de computador, e outras coisas, sem a autorização do seu criador não seria uma forma de roubo? Cada um tem sua opinião, mas é fundamental pensar sobre isso.

Outro exemplo mais sutil é o cruel roubo de tempo. Provavelmente você tem muitas pessoas a sua volta querendo roubar seu tempo. E você também deve roubar o tempo de muita gente. Ao roubar o tempo de alguém estamos também tirando a sua liberdade, tirando sua oportunidade de fazer algo útil, normalmente por algum motivo egoísta e mesquinho. Não é brincadeira, é um roubo sério! Para melhorar isso o DeRose cita no seu livro Boas Maneiras no Yôga oito coisas que devemos evitar ao máximo:

  1. Bloquear
  2. Restringir
  3. Interferir
  4. Interromper
  5. Invadir
  6. Solicitar
  7. Cercear
  8. Sufocar

Se você faz muito alguma destas oito coisas pode ter certeza que está roubando coisas preciosas das outras pessoas. Se alguém faz frequentemente isso com você, repense suas relações com ele.

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Memética

3 Março 2009 · 6 Comentários

Os memes são fruto da imaginação fértil de um cara chamado Richard Dawkins. Ele achou que assim como na biologia existe a genética, e os genes que são a pedra fundamental da vida, também na sociologia poderia existir a memética, ciência que estudaria os memes, bloco fundamental da sociedade. É uma teoria meio bizarra, e sinceramente não sei se cientificamente ela chega a ser útil, mas no fabuloso mundo leigo ela é muito rica e conta até com um certo prestígio.

ideia

Pense em memes como entidades independentes cujo único objetivo é a propagação. A grosso modo, são qualquer coisa que possa ser aprendida e retransmitida rapidamente. Por exemplo, idéias! Um meme bem adaptado se propaga rapidamente pela mente das pessoas e se espalha. Já um meme fora do seu hábitat logo desaparece. E por aí vai, as analogias com a biologia são muitas.

O que eu ainda não sabia é que com a popularização da memética, meme virou gíria para uma idéia ou informação transmitida rapidamente através da internet. Aliás, pelo que entendi, este post é um meme! O ser hospedeiro que me transmitiu este meme foi o Marco.

Bem blablablas a parte, o meme consiste em escrever 6 coisas aleatórias sobre mim. Então lá vai:

1. Funciono no modo racional, não me julgue insensível por isso.

2. Sou verde por dentro, juro!

3. Gosto de fazer coisas novas pelo simples prazer de ter tido a experiência de fazer aquilo.

4. Quanto estou muito entretido fazendo alguma coisa, tiro a lingua para fora (é genético!).

5. Um bom sebo é o meu paraíso de consumo.

6. Percebi que não faz sentido gostar muito de alguma coisa, e não passá-la adiante. Por isso escolhi ser professor, passar conhecimento adiante me faz feliz.

Como manda a tradição do meme, transmito-o agora a outros seis blogueiros, que são Alexandre, Mary, André, Cardoso, Nanci e Saramago (por que não?).

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SwáSthya, o Yôga que escolhi.

23 Fevereiro 2009 · 2 Comentários

saltando

No Yôga, assim como na dança, na música, no Judô, na Capoeira, nas filosofias ocidentais e em quase todas as disciplinas, existem diversos métodos, linhagens e tendências. Como a definição de Yôga é extremamente geral, existe um número enorme de linhas com diversas interpretações. Nem todas são autênticas, e na verdade a maior parte do que se vê por aí são invencionices e hibridismos modernos, tão deturpados que não deveriam sequer ser chamados de Yôga.

Em meio a esta barafunda toda, considero-me um privilegiado por ter, logo de primeira, encontrado o Yôga com o qual me identifico mais, e aquele que considero o melhor Yôga do mundo. Não é arrogância, é minha opinião, e dou aqui alguns motivos:

Autenticidade

O nome completo do SwáSthya é Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga. Este nome carrega um importante significado, pois indica as raízes com as quais este Yôga se identifica. Estas raízes são as filosofias Tantra e Sámkhya, em suas escolas específicas. É de conhecimento comum que, juntamente com o Yôga, estas são as três filosofias mais antigas da Índia. Portanto é natural que o Yôga mais autêntico, mais antigo, seja este que tem afinidade com o Tantra e com o Sámkhya. Uma argumentação mais clara e detalhada pode ser encontrada no livro Yôga, Sámkhya e Tantra, do Mestre Sérgio Santos.

Completeza

É sem dúvida o método mais completo, com o maior número de técnicas codificadas. Basta comparar o Tratado de Yôga, do Mestre DeRose, com os livros de outras linhas. Apenas o número maior de técnicas não representa uma vantagem, mas é este grande número de exercícios e variações que permite que o iniciante vá evoluindo gradualmente até chegar às técnicas mais avançadas. Além disso a associação de diversas técnicas é que torna o método tão eficiente e poderoso.

Seriedade

Num mundo em que o dinheiro parece comprar tudo, é difícil encontrar alguém que se preocupe com a qualidade, a coerência, a transparência, a ética. O dinheiro é importante, claro, mas acima disso estão os princípios o sentimento de missão, a transmissão dos conhecimentos milenares para aqueles que realmente merecem. O profissionalismo de quem trabalha com SwáSthya é difícil de encontrar em outras áreas.

Amizade

Em meio a estas pessoas que também se identificaram com esta Cultura, encontrei pessoas com ideais e valores parecidos com os meus. Seres sensíveis, sinceros, discretos, alegres, dAmigos!inâmicos e livres que me fazem rever os conceitos a respeito das relações humanas. É muito gratificante conviver com estas pessoas e ao mesmo tempo poder buscar um propósito pessoal, que aliás se completa com esta convivência.

Bem, poderia enumerar aqui pelo menos 108 motivos pelos quais escolhi o SwáSthya, mas niguém teria saco de ler todos de uma vez. Ao poucos vou escrevendo mais sobre esta Cultura que está se desenvolvendo dentro e fora de mim.

* você conhece a fábula do sapato?

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O sexo dos abacaxis

11 Fevereiro 2009 · 1 Comentário

Há muito tempo uma questão profunda me incomodava: como se planta abacaxi?

Árvore de abacaxi

Como não bastasse a minha curiosidade fútil, ao invés de pesquisar sobre o assunto eu apenas atormentava os biólogos à minha volta com minhas questões. As respostas eram sempre parecidas: planta-se a coroa do abacaxi, e um novo abacaxizeiro vai nascer. Acontece que nunca vi vender abacaxi sem coroa, logo não me parecia viável a abacaxicultura desta forma.

Na semana passada finalmente este mistério começou a ser desvendado. Com a valiosa ajuda de uma amiga descobri que um pé de abacaxi gera mudas à sua volta, e este é o meio mais comum de cultura. Estas mudas são replantadas em outros locais e dão origem a novos abacaxizeiros.

Mas isto não é tudo. Descobri que alguns abacaxis tem sementes. Devido a diversos fatores é raro encontrar sementes num abacaxi, e as poucas normalmente são estéreis. Porém se ele for cultivado sem o uso de agrotóxicos e outros produtos químicos, a polinização ocorre de forma mais natural e as semente se tornam mais comuns. Utilizando-se técnicas de polinização manual um abacaxi pode conter até 200 sementes!

Desta forma o problema está resolvido! E olhem que curioso, o abacaxi foi descoberto pelos europeus no dia do meu aniversário, mas quase 500 anos antes de eu nascer. Com as bananas a história é bem semelhante, evolutivamente as sementes foram desaparecendo mas sob certas condições elas aparecem.

Fica só faltando a história do sexo do limão Tahiti, mas isso deixo para outra hora.

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