Num destes muitos dias, de longas conversas inúteis e infrutíferas (mas muito divertidas), questionou-se por que raios traduzimos os nomes de países. Na verdade traduzimos não só nomes de países, mas de estados, de municípios, e pior, nomes de pessoas! Sempre me indignou chamar New York de Nova Iorque, é tão mais feio que a cidade chega a se modificar conforme a denominação usada. Em se tratando de países, alguns nomes diferem de forma incompreensível. Por exemplo:
Alemanha – Deutschland
Armênia – Hayastan
China – Zhong Guo
Índia – Bhárat
Japão – Nihon
Continuando a pesquisar, com minha curiosidade insaciável, enveredei pela etimologia dos nomes das nações. Descobri por exemplo que o sufixo -stan, bastante comum como em Uzbequisquistão, Turcomenistão, Afeganistão, Cazaquistão, etc, tem origem persa, e significa “terra”.
Aliás, a história do nome Paquistão (Pakistan) é uma das mais interessantes. O nome foi criado em 1933 pelo estudante islâmico Choudhary Rahmat Ali. Cada letra representa uma região: P – Punjab, A – Afghania, K – Kashmir, S – Sindh. Além disso a palavra Pak tem origem persa, e significa “puro”. Portanto, “Terra dos Puros” (e modestos). O nome foi adotado após a libertação do império britânico, em 1947.
A pronúncia Japão, e outros nomes ocidentais, provém da pronuncia incorreta dos chineses, para o nome original, Nihon ou Nippon. Venezuela significa pequena Veneza (parece óbvio não?). Madagascar significa algo como “Fim do mundo”. Portugal deriva do nome de um porto romano que se chamava Portus Cale (calle = “lindo” em grego), situado onde hoje é a cidade do Porto. Brasil, eu nunca havia pensado, está relacionado a brasas. Daí o nome da árvore, e do país.
Mas o que mais me impressionou mesmo foi descobrir que o nome dos famosos exploradores Cristóvão Colombo e Américo Vespucio, eram na verdade Cristoforo Colombo e Amerigo Vespucci! Se até os nomes mudam com tanta naturalidade a ponto de este detalhe nem ser mencionado, imagine o decorrer dos fatos como é distorcido. Só me faz cada vez mais adotar nas minhas pesquisas o axioma número um do SwáSthya Yôga: não acredite*!
*Ou seja duvide sempre de qualquer suposta verdade antes de confirmá-la. Se sua intenção é passá-la adiante, duvide ainda mais!
