Mantra é uma tradição hindu, que também faz parte do acervo de técnicas do SwáSthya Yôga. Consiste na vocalização de sons e ultra-sons, de forma que isto gera um efeito tanto psicológico quanto fisiológico no praticante. Existem muitos tipos de mantra, e muitas formas de vocalizá-los, mas o que nos interessa aqui é o lendário mantra para matar. Diz a lenda que existe um mantra, que se vocalizado da forma correta pode matar o ouvinte desavisado. Recentemente os biólogos encontraram um tipo de camarão que conhecia o lendário mantra. O safado está fazendo a festa, promovendo vários banquetes com as vítimas do seu mantra. Confira neste vídeo o exato momento em que ele usa sua técnica cruel para pegar um peixinho desprevenido:
Há muito tempo uma questão profunda me incomodava: como se planta abacaxi?
Como não bastasse a minha curiosidade fútil, ao invés de pesquisar sobre o assunto eu apenas atormentava os biólogos à minha volta com minhas questões. As respostas eram sempre parecidas: planta-se a coroa do abacaxi, e um novo abacaxizeiro vai nascer. Acontece que nunca vi vender abacaxi sem coroa, logo não me parecia viável a abacaxicultura desta forma.
Na semana passada finalmente este mistério começou a ser desvendado. Com a valiosa ajuda de uma amiga descobri que um pé de abacaxi gera mudas à sua volta, e este é o meio mais comum de cultura. Estas mudas são replantadas em outros locais e dão origem a novos abacaxizeiros.
Mas isto não é tudo. Descobri que alguns abacaxis tem sementes. Devido a diversos fatores é raro encontrar sementes num abacaxi, e as poucas normalmente são estéreis. Porém se ele for cultivado sem o uso de agrotóxicos e outros produtos químicos, a polinização ocorre de forma mais natural e as semente se tornam mais comuns. Utilizando-se técnicas de polinização manual um abacaxi pode conter até 200 sementes!
Desta forma o problema está resolvido! E olhem que curioso, o abacaxi foi descoberto pelos europeus no dia do meu aniversário, mas quase 500 anos antes de eu nascer. Com as bananas a história é bem semelhante, evolutivamente as sementes foram desaparecendo mas sob certas condições elas aparecem.
Fica só faltando a história do sexo do limão Tahiti, mas isso deixo para outra hora.
Já faz algum tempo que a preocupação com o meio ambiente vem ganhando destaque na mídia, e no pensamento das pessoas. Para mim isso significa que está prestes a ocorrer uma quebra de paradigma. Estamos superando (começando a) aquela visão que colocava nossa espécie numa posição de dominadores e controladores da natureza. Porém é muito comum que, ainda ofuscados pelo paradigma anterior, caiamos num novo paradigma com as mesmas limitações anteriores.
Explico. Toda a atual preocupação com poluição, desmatamento, lixo, erosão, água, etc., faz com que as pessoas comecem a se posicionar de forma a defender a natureza, as florestas, os animais, o planeta. ‘Salve o planeta’ dizem! Não é recair no mesmo erro achar que podemos consertar alguma coisa, achar que sabemos salvar o planeta? Continuamos tentando controlar, este é o paradigma! A Terra não precisa ser salva, está muito bem sozinha. Ela já está aqui a mais de 4 bilhões de anos e nós, recém nascidos, achamos que sabemos alguma coisa sobre ela. Se sente muitas modificações ela reage com terremotos, vulcões, tempestades, secas, ondas gigantes, etc.
Nesta história temos que nos preocupar é com nós mesmos, o ser humano é que precisa ser salvo, não sabemos nos cuidar. Nós é que estamos cada vez mais doentes, e ainda continuamos encontrando, criando e inventando mais e mais doenças. Temos que deixar de ser tão arrogantes, achar que somos tão importantes, e olhar para nós mesmos. Como somos ridículos, poeira de poeira cósmica. E olhar para nossas relações com o ambiente, e perceber que não estamos matando o planeta, ou as florestas. Estamos nos matando.
Temos uma incrível capacidade de adaptar as coisas à nossa maneira. Adaptemos então nós mesmos à maneira da natureza. Para mim é isso.
Ora mas que nomes esdrúxulos são estes? Se você, como eu, ainda não fala fluentemente grego, não conseguiu perceber que blast significa germinar, e clast significa quebrar. Osteo você deveria no mínimo imaginar que está relacionado com osso. Portanto, deduzimos que:
Osteoblastos – aqueles que fazem nascer os ossos. Osteoclastos – aqueles que quebram os ossos.
Se minhas professoras de biologia tivessem sido mais espertas, teriam explicado a nomenclatura desta forma, e eu não teria esquecido destes dois tipos de células que formam o tecido ósseo. Recentemente lembrei, e achei este assunto extremamente interessante.
É no mínimo curioso saber que nosso esqueleto não é uma coisa fixa, e que pode mudar de formato ao longo de toda nossa vida. Isso acontece de maneira evidente nos atletas, que exigindo um alto esforço da sua estrutura óssea, colocam os osteoblastos para trabalhar, e fazem com que seus ossos fiquem mais grossos. Mas estas modificações ocorrem naturalmente em todos os seres humanos, e as reações dependem da forma como estimulamos o esqueleto.
Se você passa o dia inteiro sentado, sem praticar nenhuma atividade física, pode ter certeza que seu esqueleto está se adaptando a esta situação, e depois de alguns anos você provavelmente não vai gostar do resultado. O ideal é praticar regularmente algum exercício, que alongue bem os músculos, force controladamente os ossos, e trabralhe a coluna vertebral de forma completa. Isso fará com que os osteoblastos entrem em equilíbrio com os osteoclastos, deixando seus ossos sempre saudáveis.
A forma com que eu faço isso é através das técnicas orgânicas do Yôga Antigo¹, os ásanas (pronuncie ássanas). Num primeiro momento os ásanas trazem você para uma condição de normalidade, recuperando pequenos problemas decorrentes do nosso estilo de vida atual. Em seguida, com uma boa condição física, você estará preparado para realizar de forma mais efetiva as inúmeras outras técnicas englobadas pelo Yôga.
Se você já pratica, durante suas permanências lembre-se que seus osteoblastos e osteoclastos estão trabalhando ativamente naquele momento!
¹ É sempre importante frisar que Yôga é uma filosofia, e não uma ginástica, nem uma religião, tampouco um arranjo floral. Dentro do Swásthya Yôga apenas uma pequena parte da prática se assemelha a exercícios fisicos, mas com certeza vai muito além disso.
Já são bem conhecidos pela medicina, e há muito mais tempo pelo Yôga, os inúmeros efeitos benéficos da respiração nasal. Dentre estes, os citados mais frequentemente são:
Filtragem de impurezas e bactérias presentes no ar;
Aquecimento e humidificação do ar que vai para os pulmões.
Além disso, deste bom hábito respiratório depende a boa formação dos músculos e ossos da face, e da arcada dentária.
Mas o que eu, e (provavelmente) você não sabiamos é que a respiração nasal serve como um cooler para o cérebro! Em outras palavras, ao inspirar pelas narinas o ar mais frio exerce um papel termoregulador cerebral. Estudos feitos a este respeito mostram que isto melhora significativamente a capacidade de raciocinio do indivíduo, reduz estados de sonolência e dores de cabeça.
Faça o teste agora. Feche os olhos e inspire profundamente pelas narinas. Sinta o ar passando pelas fossas nasais, e refrigerando seu cérebro. Os que praticam o Yôga Antigo tem a vantagem de contar com mais de 50 técnicas respiratórias, além do nêti, uma simples e eficiente técnica de limpeza.