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Mentalizações

14 Julho 2009 · Deixe um comentário

A ciência está aos poucos descobrindo o enorme poder que nossas mentes têm. O efeito placebo, por exemplo, já foi largamente observado e surge do próprio poder que a mente do paciente tem de gerar estados internos a partir de uma sugestão externa. Uma mente bem treinada pode gerar efeitos semelhantes sem o auxilio de uma sugestão externa, mas apenas visualizando em detalhes os efeitos que deseja conquistar.

mente-compu

No Yôga, todas as técnicas são acompanhadas por mentalizações claras dos efeitos que se deseja conquistar com a técnica que está sendo executada. Como muitas vezes pode ser difícil determinar o que mentalizar, existem algumas mentalizações básicas. A mentalização de cores é muito utilizada, pois faz uso da frequência da cor escolhida para gerar seus efeitos. Cientificamente, não se sabe o funcionamento exato desta técnica, mas testes simples podem ser feitos para comprovar sua eficácia.

Sente-se numa posição bem confortável e coloque suas mãos sobre os joelhos, à mesma altura. “Visualize sua mão direita envolta e penetrada por luz alaranjada, quase vermelha; imagine os vasos sanguíneos dilatando-se e o sangue chegando, cada vez mais intensamente, para concentrar-se na sua mão direita. Persista na mentalização por uns cinco minutos…”¹ Após isso compare a temperatura das duas mãos.

Se você se concentrou devidamente com certeza sua mão direita estará mais quente, e até mais avermelhada que a esquerda. Com o SwáSthya Yôga essas mentalizações serão desenvolvidas a níveis bem mais avançados, podendo gerar efeitos no seu corpo e também fora dele.

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O incrível ‘mantra’ do Camarão Pistola

30 Março 2009 · 1 Comentário

Mantra é uma tradição hindu, que também faz parte do acervo de técnicas do SwáSthya Yôga. Consiste na vocalização de sons e ultra-sons, de forma que isto gera um efeito tanto psicológico quanto fisiológico no praticante. Existem muitos tipos de mantra, e muitas formas de vocalizá-los, mas o que nos interessa aqui é o lendário mantra para matar. Diz a lenda que existe um mantra, que se vocalizado da forma correta pode matar o ouvinte desavisado. Recentemente os biólogos encontraram um tipo de camarão que conhecia o lendário mantra. O safado está fazendo a festa, promovendo vários banquetes com as vítimas do seu mantra. Confira neste vídeo o exato momento em que ele usa sua técnica cruel para pegar um peixinho desprevenido:

*brincadeiras a parte, a dica foi do Professor Rogério Brant

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Memética

3 Março 2009 · 6 Comentários

Os memes são fruto da imaginação fértil de um cara chamado Richard Dawkins. Ele achou que assim como na biologia existe a genética, e os genes que são a pedra fundamental da vida, também na sociologia poderia existir a memética, ciência que estudaria os memes, bloco fundamental da sociedade. É uma teoria meio bizarra, e sinceramente não sei se cientificamente ela chega a ser útil, mas no fabuloso mundo leigo ela é muito rica e conta até com um certo prestígio.

ideia

Pense em memes como entidades independentes cujo único objetivo é a propagação. A grosso modo, são qualquer coisa que possa ser aprendida e retransmitida rapidamente. Por exemplo, idéias! Um meme bem adaptado se propaga rapidamente pela mente das pessoas e se espalha. Já um meme fora do seu hábitat logo desaparece. E por aí vai, as analogias com a biologia são muitas.

O que eu ainda não sabia é que com a popularização da memética, meme virou gíria para uma idéia ou informação transmitida rapidamente através da internet. Aliás, pelo que entendi, este post é um meme! O ser hospedeiro que me transmitiu este meme foi o Marco.

Bem blablablas a parte, o meme consiste em escrever 6 coisas aleatórias sobre mim. Então lá vai:

1. Funciono no modo racional, não me julgue insensível por isso.

2. Sou verde por dentro, juro!

3. Gosto de fazer coisas novas pelo simples prazer de ter tido a experiência de fazer aquilo.

4. Quanto estou muito entretido fazendo alguma coisa, tiro a lingua para fora (é genético!).

5. Um bom sebo é o meu paraíso de consumo.

6. Percebi que não faz sentido gostar muito de alguma coisa, e não passá-la adiante. Por isso escolhi ser professor, passar conhecimento adiante me faz feliz.

Como manda a tradição do meme, transmito-o agora a outros seis blogueiros, que são Alexandre, Mary, André, Cardoso, Nanci e Saramago (por que não?).

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O sexo dos abacaxis

11 Fevereiro 2009 · 1 Comentário

Há muito tempo uma questão profunda me incomodava: como se planta abacaxi?

Árvore de abacaxi

Como não bastasse a minha curiosidade fútil, ao invés de pesquisar sobre o assunto eu apenas atormentava os biólogos à minha volta com minhas questões. As respostas eram sempre parecidas: planta-se a coroa do abacaxi, e um novo abacaxizeiro vai nascer. Acontece que nunca vi vender abacaxi sem coroa, logo não me parecia viável a abacaxicultura desta forma.

Na semana passada finalmente este mistério começou a ser desvendado. Com a valiosa ajuda de uma amiga descobri que um pé de abacaxi gera mudas à sua volta, e este é o meio mais comum de cultura. Estas mudas são replantadas em outros locais e dão origem a novos abacaxizeiros.

Mas isto não é tudo. Descobri que alguns abacaxis tem sementes. Devido a diversos fatores é raro encontrar sementes num abacaxi, e as poucas normalmente são estéreis. Porém se ele for cultivado sem o uso de agrotóxicos e outros produtos químicos, a polinização ocorre de forma mais natural e as semente se tornam mais comuns. Utilizando-se técnicas de polinização manual um abacaxi pode conter até 200 sementes!

Desta forma o problema está resolvido! E olhem que curioso, o abacaxi foi descoberto pelos europeus no dia do meu aniversário, mas quase 500 anos antes de eu nascer. Com as bananas a história é bem semelhante, evolutivamente as sementes foram desaparecendo mas sob certas condições elas aparecem.

Fica só faltando a história do sexo do limão Tahiti, mas isso deixo para outra hora.

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Salve-se quem puder

21 Janeiro 2009 · 1 Comentário

silverball

Já faz algum tempo que a preocupação com o meio ambiente vem ganhando destaque na mídia, e no pensamento das pessoas. Para mim isso significa que está prestes a ocorrer uma quebra de paradigma. Estamos superando (começando a) aquela visão que colocava nossa espécie numa posição de dominadores e controladores da natureza. Porém é muito comum que, ainda ofuscados pelo paradigma anterior, caiamos num novo paradigma com as mesmas limitações anteriores.

Explico. Toda a atual preocupação com poluição, desmatamento, lixo, erosão, água, etc., faz com que as pessoas comecem a se posicionar de forma a defender a natureza, as florestas, os animais, o planeta. ‘Salve o planeta’ dizem! Não é recair no mesmo erro achar que podemos consertar alguma coisa, achar que sabemos salvar o planeta? Continuamos tentando controlar, este é o paradigma! A Terra não precisa ser salva, está muito bem sozinha. Ela já está aqui a mais de 4 bilhões de anos e nós, recém nascidos, achamos que sabemos alguma coisa sobre ela. Se sente muitas modificações ela reage com terremotos, vulcões, tempestades, secas, ondas gigantes, etc.

Nesta história temos que nos preocupar é com nós mesmos, o ser humano é que precisa ser salvo, não sabemos nos cuidar. Nós é que estamos cada vez mais doentes, e ainda continuamos encontrando, criando e inventando mais e mais doenças. Temos que deixar de ser tão arrogantes, achar que somos tão importantes,  e olhar para nós mesmos. Como somos ridículos, poeira de poeira cósmica. E olhar para nossas relações com o ambiente, e perceber que não estamos matando o planeta, ou as florestas. Estamos nos matando.

Temos uma incrível capacidade de adaptar as coisas à nossa maneira. Adaptemos então nós mesmos à maneira da natureza. Para mim é isso.

*inspirado por George Carlin

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Os países e seus nomes

20 Dezembro 2008 · 2 Comentários

Num destes muitos dias, de longas conversas inúteis e infrutíferas (mas muito divertidas), questionou-se por que raios traduzimos os nomes de países. Na verdade traduzimos não só nomes de países, mas de estados, de municípios, e pior, nomes de pessoas! Sempre me indignou chamar New York de Nova Iorque,  é tão mais feio que a cidade chega a se modificar conforme a denominação usada. Em se tratando de países, alguns nomes diferem de forma incompreensível. Por exemplo:

Alemanha – Deutschland
Armênia – Hayastan
China – Zhong Guo
Índia – Bhárat
Japão – Nihon

Arte islâmica do paquistãoContinuando a pesquisar, com minha curiosidade insaciável, enveredei pela etimologia dos nomes das nações. Descobri por exemplo que o sufixo -stan, bastante comum como em Uzbequisquistão, Turcomenistão, Afeganistão, Cazaquistão, etc, tem origem persa, e significa “terra”.

Aliás, a história do nome Paquistão (Pakistan) é uma das mais interessantes. O nome foi criado em 1933 pelo estudante islâmico Choudhary Rahmat Ali. Cada letra representa uma região: P – Punjab, A – Afghania, K – Kashmir, S – Sindh. Além disso a palavra Pak tem origem persa, e significa “puro”. Portanto, “Terra dos Puros” (e modestos). O nome foi adotado após a libertação do império britânico, em 1947.

A pronúncia Japão, e outros nomes ocidentais, provém da pronuncia incorreta dos chineses, para o nome original, Nihon ou Nippon. Venezuela significa pequena Veneza (parece óbvio não?). Madagascar significa algo como “Fim do mundo”. Portugal deriva do nome de um porto romano que se chamava Portus Cale (calle = “lindo” em grego), situado onde hoje é a cidade do Porto. Brasil, eu nunca havia pensado, está relacionado a brasas. Daí o nome da árvore, e do país.

Mas o que mais me impressionou mesmo foi descobrir que o nome dos famosos exploradores Cristóvão Colombo e Américo Vespucio, eram na verdade Cristoforo Colombo e Amerigo Vespucci! Se até os nomes mudam com tanta naturalidade a ponto de este detalhe nem ser mencionado, imagine o decorrer dos fatos como é distorcido. Só me faz cada vez mais adotar nas minhas pesquisas o axioma número um do SwáSthya Yôga: não acredite*!

*Ou seja duvide sempre de qualquer suposta verdade antes de confirmá-la. Se sua intenção é passá-la adiante, duvide ainda mais!

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Intuição no mundo moderno

9 Dezembro 2008 · Deixe um comentário

(texto publicado originalmente por mim no blog Eu pratico Yôga)

magiclamp

Talvez você nunca tenha sido levado a pensar sobre o significado deste termo, e ao contrário do que você poderia deduzir não é uma experiência mística (não envolve mistério) e tampouco é uma exclusividade feminina. Para ilustrar o significado usado aqui para este simples e poderoso fenômeno vamos a um exemplo banal do cotidiano: sorte de principiante.

Pegue um jogo ou uma atividade qualquer, digamos bilhar. Quem já não presenciou um completo novato, sem o mínimo treino, logo nas primeiras tacadas fazendo coisas inacreditáveis. Sem muito esforço ele encaçapa as bolas, e deixa os adversários temerosos. Mas não dura muito tempo. Assim que ele começa a usar o raciocínio para medir a força e a direção da bola, acabou a mágica, e seu jogo volta a ser de principiante.

Portanto ao meu ver não tem nada a ver com a sorte, pois o novato estava buscando de início meios para jogar sem usar a razão, apenas intuindo. Se ainda não compreendeu, vejamos formalmente:

intuição S. f. 1. Ato de ver, perceber, discernir; percepção clara e imediata. 2. Contemplação pela qual se atinge uma verdade de forma direta, sem utilizar razão. …

É importante perceber que esta definição difere do conceito de pressentimento, no qual se sente algo que não é percebido pelos sentidos, de forma extra-sensorial. Também não está relacionada com a percepção apurada desenvolvida pela prática constante de determinada coisa. O conceito de intuição pressupõe algo que está além da razão, e não aquém desta. Está se tornando, por exemplo, uma importante ferramenta para cientistas e pesquisadores, sendo considerada por alguns parte intrínseca do próprio método científico (leia isto).

Henry Poincaré, um grande matemático francês do século XIX, afirmou certa vez:

“C’est par la logique qu’on démontre, c’est par l’intuition qu’on invente.”

“É pela lógica que demonstramos, mas pela intuição que descobrimos.” Apesar desta crescente importância, o fenômeno da intuição ainda é pouco compreendido dentro do mundo acadêmico, e os poucos que se arriscaram nesta direção (Jung, por exemplo, cita diversas vezes a intuição em suas obras, mas os conceitos dele a este respeito ainda permanecem obscuros para mim) não chegaram muito longe. Por isso permanece para a maioria como uma coisa incompreensível, que se manifesta em flashes involuntários sem controle algum.

É neste ponto que nos voltamos ao Yôga, que já tem uma visão bem mais clara do assunto. Para o Sámkhya, filosofia que embasa o Yôga Antigo, a intuição pode ser acessada a partir do momento que se transpõe o ahamkára, princípio da egoidade. Em outras palavras, ultrapassa-se o plano mental, e atinge-se o plano intuicional. Dentro da prática do SwáSthya Yôga esta evolução ocorre de forma natural, principalmente através das técnicas de concentração e meditação. Um Yôgin (praticante de Yôga) consegue atingir um estado conhecido como intuição linear, no qual com a redução das dispersões mentais ele toma o controle dos fenômenos intuitivos. Para os iniciantes alguns efeitos como o aumento de consciência e lucidez se manifestam a partir das primeiras práticas.

Saiba mais:

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Uma civilização fora da história

5 Dezembro 2008 · 2 Comentários

Lendo o livro “O que Einstein disse ao seu cozinheiro”, me deparei com a seguinte afirmação:

“O mel foi durante muitos milênios praticamente o único adoçante conhecido pelos seres humanos. A cana-de-açucar já era cultivada na Índia há uns 3 mil anos, mas só chegou ao norte da África e à Europa meridional por volta do século VIII d.C.”

E isso me incentivou a escrever sobre este assunto. O autor dá a entender, de forma sutil, que os indivíduos que cultivavam cana-de-açúcar na Índia nem mereciam ser chamados de seres humanos. Ele talvez nem teve esta intenção, mas isso mostra o descaso que as pessoas tem com as partes da história que elas não conhecem.  Nós tendemos a acreditar na História que aprendemos na escola, achando que a história se limita àquilo. Os exemplos mais clássicos são repetidos até hoje, como a absurda história do ‘descobrimento’ do Brasil, da Guerra do Paraguay, da ‘independência’, e muitas outras histórias que mais parecem fábulas.Imagem de uma escultura drávida

Aprendemos a história da Europa, e a história dos Estados Unidos, mas pouco ou nada se fala da história da África, do Oriente Médio, do Japão, da China, da Índia, nem de nada fora do circuito europeu. Nem sequer da América Latina nos ensinam muita história.

Por isso quando descobri que existiu no sul da Ásia, uma civilização muito avançada, que teve seu auge a mais ou menos 4.500 anos atrás, antes mesmo da civilização egípcia, custei a acreditar. Como uma civilização com cidades planajadas, ruas largas, sistema de fornecimento de água para as casas, esgoto, casas de banho, e ainda com filosofias elaboradas, poderia passar em branco no ensino da História? E passa. Não pergunte ao seu professor de História, pois poderá ocorrer de ele nunca ter ouvido falar e vai ficar meio chato para ele. Mas pesquise!

Esta civilização é conhecida hoje como Civilização do Vale do Indo, ou Civilização Harappiana. Já é estudada a mais de um século, sendo que hoje existem mais de mil sítios arqueológicos que se concentram na Índia e no Paquistão, e se estendem até Afeganistão, Turquemenistão e Irã.

Foi provavelmente nesta civilização que a cana-de-açucar começou a ser cultivada. Coincidentemente, existem fortes evidências de que o Yôga tenha surgido em meio a esta cultura, por isso a história deste povo é de especial interesse para mim. Com certeza falarei mais sobre eles em breve.

Para saber mais:

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Osteoblastos x Osteoclastos

2 Dezembro 2008 · 2 Comentários

ossos

Ora mas que nomes esdrúxulos são estes? Se você, como eu, ainda não fala fluentemente grego, não conseguiu perceber que blast significa germinar, e clast significa quebrar. Osteo você deveria no mínimo imaginar que está relacionado com osso. Portanto, deduzimos que:

Osteoblastosaqueles que fazem nascer os ossos.
Osteoclastosaqueles que quebram os ossos.

Se minhas professoras de biologia tivessem sido mais espertas, teriam explicado a nomenclatura desta forma, e eu não teria esquecido destes dois tipos de células que formam o tecido ósseo. Recentemente lembrei, e achei este assunto extremamente interessante.

É no mínimo curioso saber que nosso esqueleto não é uma coisa fixa, e que pode mudar de formato ao longo de toda nossa vida. Isso acontece de maneira evidente nos atletas, que exigindo um alto esforço da sua estrutura óssea, colocam os osteoblastos para trabalhar, e fazem com que seus ossos fiquem mais grossos.  Mas estas modificações ocorrem naturalmente em todos os seres humanos, e as reações dependem da forma como estimulamos o esqueleto.

Se você passa o dia inteiro sentado, sem praticar nenhuma atividade física, pode ter certeza que seu esqueleto está se adaptando a esta situação, e depois de alguns anos você provavelmente não vai gostar do resultado. O ideal é praticar regularmente algum exercício, que alongue bem os músculos, force controladamente os ossos, e trabralhe a coluna vertebral de forma completa. Isso fará com que os osteoblastos entrem em equilíbrio com os osteoclastos, deixando seus ossos sempre saudáveis.

A forma com que eu faço isso é através das técnicas orgânicas do Yôga Antigo¹, os ásanas (pronuncie ássanas). Num primeiro momento os ásanas trazem você para uma condição de normalidade, recuperando pequenos problemas decorrentes do nosso estilo de vida atual. Em seguida, com uma boa condição física, você estará preparado para realizar de forma mais efetiva as inúmeras outras técnicas englobadas pelo Yôga.

Se você já pratica, durante suas permanências lembre-se que seus osteoblastos e osteoclastos estão trabalhando ativamente naquele momento!

¹ É sempre importante frisar que Yôga é uma filosofia, e não uma ginástica, nem uma religião, tampouco um arranjo floral. Dentro do Swásthya Yôga apenas uma pequena parte da prática se assemelha a exercícios fisicos, mas com certeza vai muito além disso.

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Inspire (pelas narinas) e desenvolva sua mente!

23 Novembro 2008 · Deixe um comentário

Já são bem conhecidos pela medicina, e há muito mais tempo pelo Yôga, os inúmeros efeitos benéficos da respiração nasal. Dentre estes, os citados mais frequentemente são:

  • Filtragem de impurezas e bactérias presentes no ar;
  • Aquecimento e humidificação do ar que vai para os pulmões.cuca-fresca

Além disso, deste bom hábito respiratório depende a boa formação dos músculos e ossos da face, e da arcada dentária.

Mas o que eu, e (provavelmente) você não sabiamos é que a respiração nasal serve como um cooler para o cérebro! Em outras palavras, ao inspirar pelas narinas o ar mais frio exerce um papel termoregulador cerebral. Estudos feitos a este respeito mostram que isto melhora significativamente a capacidade de raciocinio do indivíduo, reduz estados de sonolência e dores de cabeça.

Faça o teste agora. Feche os olhos e inspire profundamente pelas narinas. Sinta o ar passando pelas fossas nasais, e refrigerando seu cérebro. Os que praticam o Yôga Antigo tem a vantagem de contar com mais de 50 técnicas respiratórias, além do nêti, uma simples e eficiente técnica de limpeza.

Agora que você já sabe, pratique e respire!

Para saber mais:

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