Lapidatio

Flexibilidade e alongamento

3 Maio 2009 · Deixe um comentário

Como sabemos, o Yôga não é um tipo de exercício físico, e não serve para melhorar a flexibilidade (articular) e o alongamento (muscular) dos seus praticantes. Mas seus efeitos são tão notáveis nesta área que resolvi escrever um pouco sobre como funciona o ganho de flexibilidade no SwáSthya Yôga, e quais as diferenças para os treinos tradicionais da ginástica.

upavishtakonasana

Upavishta kônásana

Bem, para começar enfatizo novamente que o Yôga não é uma atividade física, ao menos não só isso. É por isso que é tão eficiente em várias áreas. Ele atua em todos os aspectos da vida do praticante, no corpo físico sim, mas também na parte emocional, mental e além, através de reeducação respiratória, mudanças na alimentação, e de todas as técnicas milenares presentes dentro de oito partes principais.

Nos treinamentos convencionais desenvolvidos pela educação física, para melhorar a flexibilidade você deve basicamente flexionar as articulações. Isso com determinados tempos de permanência, e inúmeras repetições, dependendo do tipo de treinamento. Estes métodos são eficientes dentro do campo a que se propõem a atuar, porém como veremos sua eficiência em conquistar flexibilidade é bem limitada se comparada ao Yôga.

No Yôga, um aumento da amplitude dos movimentos articulares  é uma conseqüência natural das práticas regulares, e seus avanços podem ser observados mesmo que não seja este o objetivo. Porém algumas vezes, como é o meu caso, deseja-se uma melhoria mais efetiva, e para isso é necessário intensificar determinadas técnicas. Assim, um treinamento baseado nas técnicas do Yôga poderia conter, como exemplo, os seguintes ítens:

  • Seleção alimentar, principalmente reduzindo sal e açúcar (a alimentação normal de um yôgin não tem restrição quanto a essas substâncias);
  • Intensificação de kriyás (técnicas de purificação orgânica);
  • Swádhyáya (auto-estudo) para detectar hábitos que possam estar gerando tensões desnecessárias;
  • Ashtánga Sádhana diário(prática básica do SwáSthya Yôga, que consiste em 8 partes);
  • Treinamento especial de ásanas que desenvolvem a flexibilidade.

Sendo que apenas neste último quesito é que vamos literalmente flexionar as articulações ou alongar a musculatura, conforme o caso. Mas não de forma aleatória. Utilizando diversos ásanas que atuem na região desejada, e executando segundo as características necessárias para que possamos chamar aquilo de ásana. Além disso utilizando as regras gerais de execução. (Leia os links para entender melhor do que estou falando). Resumindo, veja na tabela abaixo as principais diferenças entre os treinamentos:

tabela-flexibilidade1

Categorias: Curiosidades · Yôga
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