Lapidatio

Entradas do Maio 2009

O advento do paralamas

7 Maio 2009 · 3 Comentários

Convenhamos, ela tem um belo paralamasNa semana passada descobri a América! Quem poderia imaginar uma peça tão útil como um paralamas para bicicleta. Bem, na verdade o paralamas é tão ou mais antigo que a própria bicicleta, mas ultimamente não tem feito tanto sucesso (não é só o Meireles que sabe fazer piadinhas anos 90’s hehe). É estranho que alguns acessórios tenham saído de moda, como o protetor de corrente, aquele banco grande e confortável, a ‘cestinha’, a buzina (triim-triim) e o próprio paralamas.

Percebo existiu uma tendência a deixar de ver a bicicleta como um veículo de transporte, e passar a vê-la como um aparato esportivo, relacionado a velocidade e/ou aventura. Com isso os tão úteis acessórios que já não combinavam mais com o estilo moderno entraram em desuso. Aparentemente algumas coisas estão voltando, de forma um pouco tímida, mas indicando um retorno às bicicletas funcionais para o ambiente urbano. Uma prova disso é que eu comprei um paralamas.

Se você mora em Curitiba, se você anda de bicicleta, aceite minha sugestão: use paralamas.

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Festival da torta salgada

5 Maio 2009 · Deixe um comentário

No domingo estava sem idéias para o almoço quando encontrei um vidro de palmito no armário. “Ora, vou fazer uma torta de palmito”. Achei algumas receitas, misturei tudo, adicionei um toque pessoal e saiu uma torta muito gostosa. Me empolguei, e na segunda-feira decidi fazer um Fest-Tortas… hehe. Repeti a torta de palmito, e ainda fiz mais uma torta de alho poró (que por sinal nem provei), e mais duas de espinafre. Sempre ficava com preguiça de fazer essas coisas de forno por causa do trabalho que dá, e do tempo que demora para assar, pois assim tenho que me programar para cozinhar mais cedo. Mas até que não deu tanto trabalho, e o resultado valeu a pena: “deu uma felicidade..” (Zu)

massa

Massa (podre) para torta

  • 3 xícaras de farinha
  • 1 xícara e mais um pouco de manteiga
  • um pouco de água gelada até dar o ponto

Antes de preparar deixe a manteiga um tempo fora da geladeira para que ela não esteja muito dura. Ou então coloque-a alguns segundinhos no microondas. Misture a manteiga com a farinha, desfazendo os ‘blocos’ de manteiga. Depois vá colocando água gelada (bem pouco, aos poucos!) e misturando até que a massa fique homogênea. Despois é só abrir, colocar numa forma (untada) para torta, e deixar bem bonitinho para o recheio (que já deve estar pronto a essa hora).

Recheios

Vou dar apenas algumas sugestões, mas você pode encontrar milhares de idéias internet afora.

  • Cebola, tomate, palmito, pimenta fresca e creme de leite;
  • Alho poró, tomate, ricota e curry;
  • Tomate, cebola, azeitona, majericão e orégano (frescos);
  • Cogumelos frescos, cebola, manteiga e requeijão.

Aí é só colocar sobre a massa, deixar no forno médio de 20 a 30 min, e saborear o resultado.

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Flexibilidade e alongamento

3 Maio 2009 · Deixe um comentário

Como sabemos, o Yôga não é um tipo de exercício físico, e não serve para melhorar a flexibilidade (articular) e o alongamento (muscular) dos seus praticantes. Mas seus efeitos são tão notáveis nesta área que resolvi escrever um pouco sobre como funciona o ganho de flexibilidade no SwáSthya Yôga, e quais as diferenças para os treinos tradicionais da ginástica.

upavishtakonasana

Upavishta kônásana

Bem, para começar enfatizo novamente que o Yôga não é uma atividade física, ao menos não só isso. É por isso que é tão eficiente em várias áreas. Ele atua em todos os aspectos da vida do praticante, no corpo físico sim, mas também na parte emocional, mental e além, através de reeducação respiratória, mudanças na alimentação, e de todas as técnicas milenares presentes dentro de oito partes principais.

Nos treinamentos convencionais desenvolvidos pela educação física, para melhorar a flexibilidade você deve basicamente flexionar as articulações. Isso com determinados tempos de permanência, e inúmeras repetições, dependendo do tipo de treinamento. Estes métodos são eficientes dentro do campo a que se propõem a atuar, porém como veremos sua eficiência em conquistar flexibilidade é bem limitada se comparada ao Yôga.

No Yôga, um aumento da amplitude dos movimentos articulares  é uma conseqüência natural das práticas regulares, e seus avanços podem ser observados mesmo que não seja este o objetivo. Porém algumas vezes, como é o meu caso, deseja-se uma melhoria mais efetiva, e para isso é necessário intensificar determinadas técnicas. Assim, um treinamento baseado nas técnicas do Yôga poderia conter, como exemplo, os seguintes ítens:

  • Seleção alimentar, principalmente reduzindo sal e açúcar (a alimentação normal de um yôgin não tem restrição quanto a essas substâncias);
  • Intensificação de kriyás (técnicas de purificação orgânica);
  • Swádhyáya (auto-estudo) para detectar hábitos que possam estar gerando tensões desnecessárias;
  • Ashtánga Sádhana diário(prática básica do SwáSthya Yôga, que consiste em 8 partes);
  • Treinamento especial de ásanas que desenvolvem a flexibilidade.

Sendo que apenas neste último quesito é que vamos literalmente flexionar as articulações ou alongar a musculatura, conforme o caso. Mas não de forma aleatória. Utilizando diversos ásanas que atuem na região desejada, e executando segundo as características necessárias para que possamos chamar aquilo de ásana. Além disso utilizando as regras gerais de execução. (Leia os links para entender melhor do que estou falando). Resumindo, veja na tabela abaixo as principais diferenças entre os treinamentos:

tabela-flexibilidade1

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