Lapidatio

Entradas do Fevereiro 2009

SwáSthya, o Yôga que escolhi.

23 Fevereiro 2009 · 2 Comentários

saltando

No Yôga, assim como na dança, na música, no Judô, na Capoeira, nas filosofias ocidentais e em quase todas as disciplinas, existem diversos métodos, linhagens e tendências. Como a definição de Yôga é extremamente geral, existe um número enorme de linhas com diversas interpretações. Nem todas são autênticas, e na verdade a maior parte do que se vê por aí são invencionices e hibridismos modernos, tão deturpados que não deveriam sequer ser chamados de Yôga.

Em meio a esta barafunda toda, considero-me um privilegiado por ter, logo de primeira, encontrado o Yôga com o qual me identifico mais, e aquele que considero o melhor Yôga do mundo. Não é arrogância, é minha opinião, e dou aqui alguns motivos:

Autenticidade

O nome completo do SwáSthya é Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga. Este nome carrega um importante significado, pois indica as raízes com as quais este Yôga se identifica. Estas raízes são as filosofias Tantra e Sámkhya, em suas escolas específicas. É de conhecimento comum que, juntamente com o Yôga, estas são as três filosofias mais antigas da Índia. Portanto é natural que o Yôga mais autêntico, mais antigo, seja este que tem afinidade com o Tantra e com o Sámkhya. Uma argumentação mais clara e detalhada pode ser encontrada no livro Yôga, Sámkhya e Tantra, do Mestre Sérgio Santos.

Completeza

É sem dúvida o método mais completo, com o maior número de técnicas codificadas. Basta comparar o Tratado de Yôga, do Mestre DeRose, com os livros de outras linhas. Apenas o número maior de técnicas não representa uma vantagem, mas é este grande número de exercícios e variações que permite que o iniciante vá evoluindo gradualmente até chegar às técnicas mais avançadas. Além disso a associação de diversas técnicas é que torna o método tão eficiente e poderoso.

Seriedade

Num mundo em que o dinheiro parece comprar tudo, é difícil encontrar alguém que se preocupe com a qualidade, a coerência, a transparência, a ética. O dinheiro é importante, claro, mas acima disso estão os princípios o sentimento de missão, a transmissão dos conhecimentos milenares para aqueles que realmente merecem. O profissionalismo de quem trabalha com SwáSthya é difícil de encontrar em outras áreas.

Amizade

Em meio a estas pessoas que também se identificaram com esta Cultura, encontrei pessoas com ideais e valores parecidos com os meus. Seres sensíveis, sinceros, discretos, alegres, dAmigos!inâmicos e livres que me fazem rever os conceitos a respeito das relações humanas. É muito gratificante conviver com estas pessoas e ao mesmo tempo poder buscar um propósito pessoal, que aliás se completa com esta convivência.

Bem, poderia enumerar aqui pelo menos 108 motivos pelos quais escolhi o SwáSthya, mas niguém teria saco de ler todos de uma vez. Ao poucos vou escrevendo mais sobre esta Cultura que está se desenvolvendo dentro e fora de mim.

* você conhece a fábula do sapato?

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Quibe de abóbora

22 Fevereiro 2009 · Deixe um comentário

Na última quarta-feira o prato principal foi um saboroso quibe de abóbora. Aprendi a fazer este quibe com uma pessoa muito especial, e que entre outras coisas cozinhava muito bem. Para aqueles que pediram mais, para aqueles que não puderam comparecer e para que nem sabia de nada aí vai a receita:

Ingredientes

  • 300g de trigo para quibe
  • 1 kabotiá (abóbora japonesa) de tamanho médio
  • 2 cebolas picadas
  • 1 limão
  • hortelã (aquela com as folhas maiores)
  • queijo provolone a gosto
  • tempero árabe para quibe (em lojas especializadas)Kabotiá

Preparo

Primeiramente hidrate o trigo, colocando-o numa bacia e adicionando água morna aos poucos. À medida que o trigo for absorvendo a água coloque mais, mas sempre cuidando para não encharcar. Enquanto isso coloque o kabotiá cortado em cubinhos para cozinhar com a casca mesmo (lave bem com sabão e uma escovinha), só retirando as sementes. Frite um pouco a cebola em bastante azeite extra-virgem. Quando estiver tudo pronto misture o kabotiá, o trigo, a cebola, o tempero e a hortelã levemente cortada e macerada. Misture o queijo cortado em cubinhos e coloque numa assadeira. Esprema o limão por cima de tudo e leve ao forno. Controle o tempo no forno de acordo com a consistência que quer dar ao seu quibe. Costumo deixar em torno de 20min.

E está pronto, muito rápido! Depois de servido gosto de colocar mais limão e molho pimentine.

Detalhe importante: este quibe não tem nenhum tipo de carne, pois como todos sabem os quibes não necessariamente contém este funesto ingrediente.

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O sexo dos abacaxis

11 Fevereiro 2009 · 1 Comentário

Há muito tempo uma questão profunda me incomodava: como se planta abacaxi?

Árvore de abacaxi

Como não bastasse a minha curiosidade fútil, ao invés de pesquisar sobre o assunto eu apenas atormentava os biólogos à minha volta com minhas questões. As respostas eram sempre parecidas: planta-se a coroa do abacaxi, e um novo abacaxizeiro vai nascer. Acontece que nunca vi vender abacaxi sem coroa, logo não me parecia viável a abacaxicultura desta forma.

Na semana passada finalmente este mistério começou a ser desvendado. Com a valiosa ajuda de uma amiga descobri que um pé de abacaxi gera mudas à sua volta, e este é o meio mais comum de cultura. Estas mudas são replantadas em outros locais e dão origem a novos abacaxizeiros.

Mas isto não é tudo. Descobri que alguns abacaxis tem sementes. Devido a diversos fatores é raro encontrar sementes num abacaxi, e as poucas normalmente são estéreis. Porém se ele for cultivado sem o uso de agrotóxicos e outros produtos químicos, a polinização ocorre de forma mais natural e as semente se tornam mais comuns. Utilizando-se técnicas de polinização manual um abacaxi pode conter até 200 sementes!

Desta forma o problema está resolvido! E olhem que curioso, o abacaxi foi descoberto pelos europeus no dia do meu aniversário, mas quase 500 anos antes de eu nascer. Com as bananas a história é bem semelhante, evolutivamente as sementes foram desaparecendo mas sob certas condições elas aparecem.

Fica só faltando a história do sexo do limão Tahiti, mas isso deixo para outra hora.

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Crepe Sarraceno

9 Fevereiro 2009 · 3 Comentários

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Tive a honra de cozinhar no primeiro Gourmet Vegetariano de 2009, na Unidade Alto da XV. Optei por crepes depois de algumas sugestões despretensiosas de alguns amigos*, recheados com cogumelos. Peguei uma receita um pouco diferente das usuais, pois não usa leite e sim água com gás. Além disso na massa vai farinha de trigo sarraceno, por isso deste nome. Nunca tinha ouvido falar desta variedade de trigo, que na realidade só é semelhante ao trigo, mas tem muitas diferenças. A principal é que o trigo sarraceno não contém glútem, portanto é ideal para aqueles que tem sensibilidade a esta substância. Vamos à receita:

Massa

  • 2 ovos
  • 3 col.de sopa de farinha de trigo sarraceno
  • 1 col. de sopa de farinha de trigo
  • 1 copo de água com gás
  • folhas de hortelã picadas

Misture a farinha, os ovos e vá adicionando água até que atinja um ponto ideal (mais grossa que um suco, porém mais líquida que mel). Por último adicione a hortelã, e então deixe descansar por pelo menos 20 min. Enquanto espera prepare o…

Recheio

  • 1 abobrinha pequena
  • 400g de cogumelos (por exemplo: 200g de shimeji, e 200g de paris)
  • alho
  • tomilho
  • manteiga
  • sal

Corte a abobrinha em fatias finas. Numa panela frite o alho na manteiga, e em seguida coloque os cogumelos. Quando estes estiverem amolecidos adicione também a abobrinha. Adicione o tomilho e o sal quando quiser. Se desejar você pode ainda adicionar algum tipo de queijo..

Quando estiver bom, deixe esfriar um pouco e comece a fritar os crepes. Pode-se usar manteiga ou azeite de oliva. Use crepeiras ou panquequeiras, que são específicas para isso e facilitam muito o trabalho. Se a massa estiver no ponto certo você não irá precisar nem de espátula. O ideal é que logo depois de fritar, o crepe seja recheado e servido. Mas pode-se rechear tudo e depois colocar por alguns minutos no forno. Sirva dobrado uma ou duas vezes ao meio.

Bon Appétit!

*apesar da ambiguidade, recomendo que não recheiem seus amigos com cogumelos!

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De bicicleta para o trabalho

4 Fevereiro 2009 · 2 Comentários

Muitas vezes estamos tão presos na rotina, nos costumes, que não nos abrimos para novas idéias. Leia novamente o título e certifique-se que você entendeu. Então considere mentalmente esta possibilidade, visualizando todos os benefícios que isto traria. Só então pense um pouco nas desvantagens, nas coisas que impedem isso de se realizar. Agora ponha na balança, e veja para que lado pendeu.

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Atualmente sou professor e normalmente vou dar aulas de bicicleta. Alguns dos pontos positivos desta escolha estão listados abaixo:

  • Mobilidade maior do que qualquer outro veículo dentro da cidade;
  • Atividade física saudável, usando de forma inteligente o tempo de locomoção;
  • Redução da emissão de gases poluentes da atmosfera;
  • Diminuição da poluição sonora;
  • Custos baixíssimos;
  • Facilidade de estacionamento;
  • Nivel de estresse reduzido;
  • Coerência com meus princípios.

É claro que existem também os pontos negativos:

  • Desrespeito por parte dos motoristas;
  • Risco de furto da bicicleta;
  • Fatores climáticos (chuva, sol forte);
  • Poucas ciclovias e ciclofaixas.

Os pontos negativos consigo quase sempre driblar com criatividade e cautela. Desta forma minha escolha não poderia ser outra. E é interessante observar que se mais pessoas optarem pela bicicleta como meio de transporte, a tendência é que os pontos negativos e os positivos aumentem ainda mais. No caso dos carros o efeito é inverso, pois quanto mais carros, pior para os carros, pior para bicicletas e pedestres.

Pense nisso!

*Leia este texto relacionado do pessoal do Transporte Ativo.

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